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O Anglicanismo no Brasil

 

O anglicanismo chegou ao Brasil em 1810. Durante os primeiros 90 anos foi apenas capelania inglesa, pois a constituição da época monárquica estabelecia a Igreja Católica Romana como “igreja oficial” e não permitia a presença de outros grupos cristãos em nosso país. Todos os cultos eram em inglês e as comunidades instaladas em Santos, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Belém, Nova Lima, etc eram formada apenas por britânicos. Por isso era conhecida como “igreja dos ingleses”. Veja abaixo fotos de alguns templos construídos pelos ingleses na época do “Brasil-Império”:

(Paróquia de Todos os Santos em Niterói, RJ – 1820; Catedral de Santa Maria em Belém, PA – construída por ingleses e barbadianos e Paróquia de Todos os Santos em Santos, SP, construída para ser capela de marinheiros e navegantes ingleses)

(Paróquia de São João Batista em Nova Lima, MG, edificada por britânicos que construíram a ferrovia da região)

Antes da proclamação da República já havia missionários presbiterianos, batistas, metodistas e congregacionais no Brasil. Os episcopais anglicanos, porém, sempre respeitaram as leis do país, evitando fazer proselitismo. Somente a partir de 1890, já na época do Brasil-República vieram missionários episcopais dispostos a realizar cultos em português e expandir a nossa forma de compreensão do Evangelho para o Brasil.

O trabalho missionário entre brasileiros começou no Rio Grande do Sul, onde cresceu muito nos primeiros anos. Hoje temos ali três dioceses (Meridional, com sé em Porto Alegre; Sul-Ocidental com sé em Santa Maria e Diocese Anglicana de Pelotas). No Rio Grande do Sul também foram construídas escolas e o Seminário Teológico Nacional. Em anos mais recentes foi criada também no sul do Brasil a Diocese Anglicana de Curitiba, abrangendo todo o estado do Paraná.

Já nas primeiras décadas do século XX a missão entre brasileiros atingiu o sudeste do Brasil, onde foi criada a Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, que era a maior do país. Devido às grandes distâncias e ao crescimento da Igreja em outras regiões, ela foi desmembrada, surgindo outras três dioceses: São Paulo (abrangendo todo o estado de São Paulo), Recife (que hoje abrange todo o nordeste brasileiro) e a Diocese Anglicana de Brasília (abrangendo o Distrito Federal, Tocantins, Goiás e o norte de Minas Gerais). O sul de Minas Gerais e a região de Belo Horizonte bem como o estado do Espírito Santo continuam sendo parte da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro).

A Diocese Anglicana do Recife também foi desmembrada para o surgimento da Diocese Anglicana da Amazônia, com sede em Belém e que atende ao norte do país. Nos últimos anos foi criado o Distrito Missionário do Oeste, abrangendo os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. O Ponto Missionário da Inclusão em Campo Grande está vinculado a esse Distrito.

Na década de 60 a Igreja Episcopal do Brasil tornou-se autônoma e independente e nos anos seguintes  as capelanias inglesas foram integrada à igreja. Por isso nossa igreja no Brasil tem essas duas origens: a britânica e a episcopal norte-americana e seu nome oficial é Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

Atualmente a Igreja tem aproximadamente 100 mil membros. É a única Igreja de tradição anglicana no Brasil que é membro da Comunhão Anglicana Internacional e em plena comunhão com a sé de Cantuária e as demais igrejas anglicanas ao redor do mundo.

Maiores informações no site oficial da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil: www.ieab.org.br

 

Confira abaixo fotos de alguns de nossos Templos no Brasil:

 

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil não é rica como muitos pensam. Não é uma Igreja mantida pela Inglaterra, mas sim pelas doações voluntárias (ofertas) de nossos próprios membros. Em regiões nas quais a Igreja já estabelecida há muitos anos a estrutura de Templos, escolas e serviço social naturalmente é maior. Mas nas regiões onde a Igreja ainda está se estabelecendo, essa estrutura ainda é fraca.

Porém, mantemos o firme compromisso de não utilizar o púlpito  ou as celebrações para explorar a boa-fé das pessoas pedindo-lhes dinheiro em troca de falsas promessas ou “propaganda enganosa”. Entendemos que a Igreja não pode ser um peso a mais no orçamento familiar de um povo já tão empobrecido e somos gratos pelo grande milagre  que ocorre quando as pessoas ofertam, de coração – Deus sempre multiplica o que é oferecido a Ele e nos dá o sustento. Assim, a grande maioria de nossos Templos no Brasil foi construída comunitariamente em um esforço conjunto de partilha e gratidão.

(Catedral Nacional da Santíssima Trindade, em Porto Alegre, RS)

(Catedral do Mediador em Santa Maria, RS. À esquerda, foto de 1906)

(Catedral do Redentor em Pelotas, RS)

(St Paul’s Cathedral em São Paulo, SP)

(Paróquia de São João e Paróquia da SSma. Trindade,em São Paulo, SP)

(Paróquia de Santo André em Pereira Barreto, SP e Paróquia do Cristo Rei em Registro, SP)

(Paróquias de São Pedro Apóstolo e de Santo Agostinho de Cantuária, em Belo Horizonte, MG)

(Paróquia do Redentor na Tijuca – Rio de Janeiro;  Ponto missionário da Paróquia Phileon na periferia de Porto Velho, RO e Paróquia da Trindade em Ariquemes, RO)

Porém, o patrimônio maior da Igreja não está em seus templos, mas no povo fiel que dá testemunho de Jesus Cristo e mantêm as comunidades anglicanas pelo Brasil.

“Senhor, nós te rogamos, que erguido por amor

O templo consagrado redunde em teu louvor

E que almas redimidas, aqui em comunhão

Se tornem templo santo de tua habitação”

(Hino 306 do Hinário Episcopal)

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